terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Labov

O modelo laboviano se interessa não mais apenas na estrutura da língua, em sua dimensão abstrata, mas sim sobre o uso da língua na sociedade e permitiu compreender que as estruturas variantes revelam padrões de regularidade que, de tão sistemáticos, não podem ocorrer somente devido ao acaso.
Haveria uma correlação entre usos de aspirações linguísticas e identidades sociais.

Labov diz que é possível estudar a fala (desempenho), pois se ela fosse tão caótica e variável assim não haveria entendimento entre os falantes.

Variante: as diferentes opções à disposição dos falantes para que digam a mesma coisa.
Variáveis: são os conjuntos das escolhas que podem ser feitas no vocabulário.

Variação diatópica: relativa ao lugar. Exemplo: os vocábulos tangerina e bergamota, os sotaques.
Variação distrática: relativa a classes sociais. Exemplo: gírias e jargões.

Variação e Mudança
A variação linguística pode ser estudada do ponto de vista sincrônico (pois ocorre num recorte temporal), já a mudança apenas do ponto de vista diacrônico (pois há a necessidade de haver comparação entre dois ou mais períodos para se entender a mudança). E nem toda variação gera mudança.

Teoria da mudança linguística
Toda língua varia e está em constante mudança.

Estrangeirismos
O empréstimo de palavras sempre existiu. Se não fosse assim, a nossa língua não seria tão rica.
A sintaxe é a estrutura óssea da língua e não se modifica. Os estrangeirismos trazem maior precisão à língua e usados sem abusos enriquecem mais a língua portuguesa.

3 comentários:

Claudia Capua disse...

Mariana, suas postagens são ótimas!
Com certeza irá me ajudar muito...Bjs.
Claudia Capua.

Mariana Belize disse...

Ah querida
Volte sempre!!
Espero que ajude mesmo.
Beijos

Valéria Lourenço disse...

Mari, estou estudando através de seu blogue.
Obrigada.
Bjs.