sábado, 18 de dezembro de 2010

Sob as asas dos anjos

Explodo em mil pedaços
Cato palavras caídas,
Não dou valor ao super,
Creio no simples.
Palavras sem maiúsculas.
Textos sem títulos.
Nada alexandrino
Nada camoniano
Nada.
Sem sons, sem santos, sem sonetos. [Para Alexandra]

Não tem.
Tudo está fechado, trancado e submerso.
Escondido no baú da melancolia.
Estou cansada.

Viver na hora agora
sem motivação, ação de qualquer coisa
Acendeu-se a luz e quase fiquei cega
A pouca luz foi ofuscada e foi -se embora.


Que palavra mágica é esta, que deveria reger minha vida?
Que palavra mágica é esta da qual falam tanto?
Que mágica! Que poder que lhe dão!

É uma luta de gigantes num enorme chão de giz.

Diga-me. Acredite-me. Espere-me.

Tudo é tão colcha de retalhos
Fragmentos recortados, entrecortados, passados a limpo, agora.
Se passados, alisados, logo, logo modificados
Para serem aceitos na ordem
Para serem negados no teu caos
A madrugada gelada não está somente lá fora


Guardo teus sorrisos na minha algibeira e, quando quero, pego e sorrio contigo.
Guardo tuas palavras no berço das emoções mais caras.

E catar teus pedaços, que me dás tão imperceptivelmente...
Que nem ao menos percebes que te busco em tudo.

Tonight is a good night to nightmares
Don´t ask me why I know
I just know this...I just know.

Mas, a borboleta escura sempre voava
Ao contrário, em oposição a todas as outras.
E as borboletas claras se achavam certas.


Flor escancarada e vermelha,
Colhida por foice enluarada,
Transpirei todo meu pólen...

Muita pompa
e pouco conteúdo
Ego desvairado
Id Ota.

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