domingo, 9 de janeiro de 2011

É...

Pois que os dias guardam segredos imensos em seus nós
E as noites, lágrimas serenas amortecidas no travesseiro.
Preparo poesias com palavras simples
Singelas, bordadas com violetas, cavalos-marinhos e estrelas.
Sentada na grama, recolho meus papéis banhados de sol
E minhas letras, queridas, respiro como pólen no vento de mormaço.


Tudo caminha em direção a você
E o vento me leva até ti...voo no teu perfume...
Perguntei ao céu e ao mar
Onde tu estás...
Perguntei aos pequenos botões de rosa
Como tu estás...




Não obtive resposta.
Não sei onde estás.






À lua entreguei minhas dores
Ao sal do mar, entreguei meu coração
Às águas, entreguei minha alma
E cá estou renovada.


Pois que ainda carrego meus segredos
Em baús
E quem será digno de abrí-los um dia?
Quem?


Guardo tudo em mim
E, talvez, essa seja minha ruína
Guardo o que recebo de bom
Guardo o que recebo de mal
Não devia, me disseram, guardar o mal
Mas, quem, quem é feito só de bem?


Enquanto isso, preparo meus caminhos
Planto sementes nas bordas da estrada
Sento no meio-fio
Chamo as fadas
E peço que as flores cresçam.


Depois, continuo meu caminho
Sorrindo para as borboletas.




"Minha sereia, rainha do mar
Minha sereia, rainha do mar
O canto dela faz admirar
O canto dela faz admirar..."




Canto, mas um canto triste me acomete
Num canto do quarto me mete
E ali, me deixa, me deixa
De blusa azul e cabelo desgrenhado
Cheia de saudade e dor.


Escrevo, mas é uma escrita triste
Minhas palavras são recheadas de fel
Além da fealdade dos versos
Que não rimam
E não se matematizam.
Crio palavras que não existem
Esperando alguém que as interprete.


Espero, mas é sempre uma triste espera
De como quem vê TV pra passar o tempo
E não vê, não vê nada
Só pensa e pensa
No que há de vir.






Até amanhã.........................................Ou mais tarde.

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