segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sem título e sem maiúsculas

nada de espadas ou escudos, meu caro
eu sou poesia
não luto, não quero sangue nas mãos
que não seja meu
da minha própria dor
do meu próprio amor
da minha loucura
nada de armas, pra que andar armado
o mundo já tá tão doente
eu quero amar
e vida
armas nenhuma, meu caro
eu quero escrever
aprender como se vive
porque eu não sei
sou criança, meu caro
dentro destas feições de mulher
não se engane, meu caro
não tem nada além de uma criança
desenhando riscos num livro de náutica.
meu caro, sou poesia pura
pura energia
...

Um comentário:

alexandramoraes disse...

adorei a falta de título, a presença das minúsculas e as palavras...