segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Caminho

Olhei bem pra tentar entender o que se passou...tentei ler o que você me dizia...tentei, eu bem que tentei.
Mas, não deu em nada. O sol foi embora às oito da noite e a lua não vai vir ainda. As estrelas sempre estão no céu.
Espera, vou buscar meu óculos...já não sei mais o que pensar... em meio às ondas, aos ventos, às histórias, vou falseando meus passos tentando encontrar explicações demais para tudo.
Mas, não sei, não sei...guardei tudo o que poderia me explicar algo, o que me fizesse entender porque tudo estava acontecendo e que não dava mais pra voltar atrás em coisa alguma.
Limpar os rastros e seguir em frente, esconder as lágrimas atrás das máscaras...muito fácil, muito racional e, depois, vêm a arma, a porrada, o caos mental total.
Beije-me, esqueça-me...não estou mais aqui, e, sim...eu poderia mentir e dizer que estou em casa. Não estou nem aqui. Eu não existo mais.
De onde surgiu todos os acontecimentos? De onde surgiu todo enlouquecimento? De onde surgiu o caos?
Liga pra ela, vai. Ela precisa de você, hoje, ele vai querer que você vá.

Crash.


O limite, no limite do absurdo. Falta de consciência, concentração, submissão... A luta contra o abuso, a arbitrariedade, a burocracia, a lentidão, a falta de amor...luta contra a saudade...mas isso é segredo.
Cadê a vida de verdade? Cadê a luta? Cadê o motivo?
Mas então?
Amanhã...talvez amanhã eu ache o caminho de casa, e você também. Eu te espero, eu te acho.

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