quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Não dá. Não sei.

Não, não sou boa pra escrever sobre política.
Não sou boa pra escrever sobre economia.
Não escrevo bem sobre ciência.
Nem sobre novas tecnologias.
Não sei escrever críticas de cinema ou de música.
Nem de teatro ou de livros.
Não, não sei dizer que livros alguém devia ler.
Ou as músicas que deveria ouvir.

Sei falar sobre emoções,
sentidos duplos, triplos, milhares...
sentimentos, atos...atitudes.
Amor, ódio, desesperança,
desespero, tédio crônico e dor.
Sei o que é sentir.
E sei, mais ou menos, explicar como é.
Mas é tudo de mim...nada do alheio.
Se é igual? Não, não é.
Cada um sente de um jeito.
Tem gente que ri quando está nervosa,
tem gente que chora quando está alegre.
Portanto, só posso falar de mim.
Não tudo.

Sei falar de literatura.
Mas sou meio limitada nesse ponto. Um tanto exagerada quando gosto.
Um tanto exagerada quando não gosto.
Não sou imparcial, assim como todo mundo.
É. Sou igual a todo mundo e diferente ao mesmo tempo.
Às vezes dá a impressão ilegítima de que nada mudou
E que posso encontrar meu pai ali, só atravessando a rua.
Mas não. Eu já tenho 20 anos e uma fome terrível de escrever...uma fome terrível de ser lida...
uma fome terrível de Ser...uma fome terrível em existir logo, de uma vez só.
Mas é uma pena que tudo seja construção...
"Amou daquela vez como se fosse a última..."


Sempre tenho muito mais a dizer. A ouvir. A ler. A saber. A conhecer. A pesquisar.
E isso nunca vai ter fim, não é?
Não vai.
Porque é aí que está a fonte da vida...da juventude mental eterna...
Ninguém quer morrer.
"Se eu for ligar pro que vão falar, não faço nada."
E este post já está ficando sem nexo.


Deixa. Vou ficar por aqui mesmo.



Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem
E que tudo o que eu faço e falo não te satisfaz
Mas não percebe que quando eu mudo é porque
Estou vivendo cada segundo e você
Como se fosse uma eternidade a mais
Sou um móbile solto no furacão...
Qualquer calmaria me dá... solidão

Na última vez que troquei meu nome
Por um outro nome que não lembro mais
Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar
Mas que ironia minha própria vida
Me trouxe de volta ao ponto departida
Como se eu nunca tivesse saído de lá
Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão

Quando a âncora do meu navio encosta no fundo, no chão
Imediatamente se acende o pavio e detona-se minha explosão
Que me ativa, me lança pra longe pra outros lugares, pra novospresentes
Ninguém me sente...
Somente eu posso saber o que me faz feliz
Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão
Um móbile no furacão - Paulinho Moska
PS: Só pra não dizer que não falei das flores

2 comentários:

Naaman disse...

Já notou que você está cada dia mais parecida com teu pai? Pois é, ele costumava escrever esse tipo de coisa, há quarenta e tantos anos atrás... Só que nunca teve coragem de mostrar prá alguém, rasgava tudo assim que relia.
Gostei da sereia (de soutien???!!!) E isso aí na frente é um sereio?!

Mariana Belize disse...

É, pai...sereia de sutiã...rsrsrsrsr
Ah! Aqui eu escrevo o que dá na telha...eu sempre penso antes de confirmar a publicação: "ninguém vai ler" aí quando eu vejo já está online pra qualquer um ler.
É um tritão...sereia-macho é tritão. Tá precisando ver mais filmes da Disney.rsrsrsrsrsrsrsrsrs

Ser parecida contigo é uma honra. E eu, aqui achando que minhas dúvidas eram exclusivas...rsrsrsrsrsrs
Pois então, eu achei o que tu rasgava e tô só copiando. rsrsrsrsrsrs
Nada é exclusivo nessa vida.
rsrsrs
Amei o comentário. Vê se volta mais por aqui.
Beijos