quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pedacinhos

Escuto músicas somente?
Não, ouço pedaços de lembranças que assomam à mente embalados em papéis coloridos, recheados de bolo de aniversários antigos ou flores murchas de primaveras perdidas.
Mente essa que pode ser o que bem quiser, sem receios, sem limites...
Leio as palavras dos livros?
Não, empresto minha alma às ideias de outros seres humanos...por mais absurdas que pareçam. Valem a pena para fazer pensar ao menos por um segundo: "O que esse ser estava pensando quando escreveu isso?"



"E, de tudo, a verdade é essa, José. E a verdade, meu irmão, é foda."

5 comentários:

Naaman disse...

Ih, minha menininha postou um palavrão...

Naaman disse...

Isso já é um pouco de influência do Schoppinho, não é? Pensar e escrever, sem antes ler nada de ninguém. Acho que me enrolei. Ou não? Você entendeu?

Mariana Belize disse...

Pô, pai...eu já tô postando palavrão...e você ainda fala sobre influência do Schoppinho?? Daqui a pouco, vão pensar que eu tô bebendo. rsrsrsrsrsrsrsrrsrsrsrsrsrsrsrs


"Agora falando sério", o Schoppenhauer tem influência sim, até por ser uma leitura recente. Mas, é basicamente como vejo o processo de leitura: exige abertura por parte do leitor, envolvimento por parte do escritor e sedução por parte dos dois. Não me pergunte porquê, não sei explicar.

Mariana Belize disse...

E como diz Ernesto Sábato: "Se algum jovem me perguntar o que ler, eu respondo: o que te cativa. Só o que cativa é importante, porque fica marcado."
Não é assim literalmente que ele diz, mas é algo do tipo...

Filatélia Internacional disse...

Concordo: só o que cativa é que fica marcado, mas pense o que não cativa mexe com a nossa mente cheia de indagações e opiniões é um exercício.
Como diz Bukowsky: Um escritor não deve nada, exceto ao seu texto. Ele não deve nada ao leitor, exceto a disponibilidade da página impressa. Pense nisso e siga em frente, sei que você ainda tem muito a dizer.