segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Só sei o que eu senti. E foi dor que eu senti. Dor.

Até que ponto suportaremos ditaduras
Ou "ditabrandas"?
Até que ponto aguentaremos guerras
Que não sejam de travesseiros?
Até que ponto chegaremos na luta
por um futuro que não sabemos como será?
Até que ponto suportaremos um presente tórrido
que não seja com os neurônios torrando no crack?
Até que ponto perdoaremos crises e violências
por um "eu te amo", por dois filhos, por uma conta bancária?
Até que ponto trocaremos de peles, de narizes, de cabelos, de humores?
E teremos quinze anos para sempre?
Até que ponto nos transmutaremos em manequins ambulantes?
Até que ponto diminuiremos idades?
E enterraremos um passado? Que passado?
Até que ponto viveremos de passados? Quantos passados?
Até que ponto esqueceremos quem somos?
"Aonde está meu rímel, meu baton, minha sombra? Minha sombra? Minha mente?"
Até que ponto cortaremos nossos corpos?
Até que ponto anularemos nossos pensamentos próprios?
Até que ponto adotaremos ideias que não são nossas?
"Odeio, amo, não quero, quero...Não sei."
Até que ponto chegaremos futebolizando a vida?
Até que ponto chegaremos novelizando a vida?
Até que dia seremos mulheres engolidoras de chocolates, de comprimidos?
Até que dia seremos homens bebedores de cervejas?
Até que ponto nos esqueceremos?
Quatro anos tá bom pra você?
Até que ponto aturaremos corruptibilidades?
Quinhentos e quarenta e cinco reais tá bom pra você?
Até que ponto "estar conectado" é estar vivo?
"Desilusão, desilusão...danço eu, dança você, na dança da solidão"
Até que ponto chegaremos por desespero?
Até que ponto anestesiaremos nossas dores físicas, mentais, espirituais?
Até que ponto continuaremos humanos?
Até que ponto entorpeceremos os sentidos?
Até que ponto nos aguentaremos?
Até que ponto fugiremos de nós mesmos correndo em círculos de círculos em círculos?
De nossas dúvidas, nossos bloqueios, nossas dores, nossas cores?
Até que ponto duvidaremos de nós mesmos:
de nossas capacidades de criação e destruição?
Até quando?
Até que dia?
Até que século? Milênio?
Vamos esperar milênios passarem?
Até quando não faremos nada?
Até quando ficaremos parados?
Até quando nos contentaremos com sonhos?
"O sonho acabou."
O sonho acabou porque a realidade nos clama!
Vamos acordar e viver!

4 comentários:

Fernando Vieira disse...

"Viver é foda, morrer é difícil."

Mariana Belize disse...

Mas, mesmo assim, deve valer a pena.
Ou não, sei lá.

Naaman disse...

Claro que vale a pena. Você é mesmo precoce. A maioria dos poetas, pensadores (v. Gil, Lennon, O Sartre das crises existenciais, etc) só começavam a se perguntar essas coisas depois dos 25 anos, por aí, ou quando pegavam um chifre brabo (Lupiscínio, DDuran, etc)... Você tá começando mais cedo e tem talento, menina, explora bem isso.

Mariana Belize disse...

Paiiii, só você me entende mesmo e sabe como sou de verdade...
Precoce? uhUhauAUhauh que nada...ninguém mandou me botar pra ler Kafka com doze anos...kkkkkkkkkkk achou que eu tinha esquecido, né?
Chifre? Quem sabe, né? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Talento? Minha enorme modéstia me impede de concordar....brincadeirinha, dad!

Obrigada por comentar!!!!
Te adoro, paiii!
E volte aqui sempre que desejar ler as sutis linhas que saem do meu coração e da minha mente...