quinta-feira, 24 de março de 2011

Coisas tantas

O sol tem nascido todos os dias, mas não tenho parado para olhá-lo.
As coisas continuam as mesmas, mas já não paro para olhá-las.
Não me lembro a última vez que parei pra ver.
Não lembro de muita coisa assim.
Só sonho.
Sonho com o sol, o mesmo sol de todo dia, mas um dia azul, um dia verde, um dia fullgás.
Sonho com a mesma coisa, intermitente, perturbadora.
E escrevo.
Escrevo você.
Como sou pretensiosa...sonho, escrevo, suspiro no meio da noite, não durmo.
Só espero, espero, espero, espero qualquer sinal. Que não vem mais.
Nunca mais.
Só quero dormir na origem de tudo. Só quero dormir na hora das notícias.
Dormir é uma coisa importante na minha vida. Acontece tão pouco.
A completude do sono é tão linda em seus ciclos...
Os sonhos são mais belos na aurora? Na madrugada?

Sempre com as mesmas palavras...os mesmos traços, as mesmas questões.
"Vai dormir, garota, vai."
E aí começa a luta, a guerra. Sempre perco. A insônia vence.
Penso em tudo.
Escrevo sobre mim. Sou egoísta, ao menos nesse ponto eu não me culpo.
Não?
Não sei bem ainda, ok?

E no fundo, no fundo de tudo tudo é o mesmo.
o escuro pensa em mim como penso nele
penso no escuro como ele pensa em mim
ele pensa ainda? dorme em paz? sonha com uma terra nova, viva?
Já me esqueceu.

Será sono o que sinto?
Não, é só o comprimido, primido, mido.
Canso, cochilo e já está na hora de levantar.
Despertador, despertador, despertador.
Não olho nada, nem vejo que tempo está.
Tropeço nas coisas, derrubo a xícara, faço barulho tentando ser silenciosa.
Coisas de desastrados só desastrados entendem.
Onde está o cadarço? Qual roupa?
Caderno de?

É sonho.
Despertador,d dddddespertador, despertadorrrrrrrr.
Desligo e durmo. Dane-se tudo.

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