domingo, 27 de março de 2011

Inferno e loucura

É o inferno!
Com suas chamas de peleja,
seus demônios gargalhando
e seus tridentes afiados.
É o inferno!
A me subir à cabeça
A me metamorfosear numa maldita
A me deixar fora de mim mesma
Sem querer nunca mais participar do mundo.
É o inferno!
É a ele que eu desperto
sem me assustar com as chamas
sem suar com a quentura
sem sentir mais nada desse mundo.
É o inferno!
Com tudo aquilo que sonhei
Com tudo aquilo que ninguém quer enfrentar
Com os seres que o povoei
Voando, voando em círculos sobre os vulcões
expelindo lava...
É o inferno!
Sem letra maiúscula
Sem diabo como chefe
Sem dor nem gritaria
Somente envolto em risadas e pura euforia
É o inferno!
A que todos se entregam,
Em suas doces primaveras
Em seus cálidos corações
Quando pensam no mal, agem no mal
Quando não passam de assassinos em potencial.(Que rima horrorosa!)
É o inferno!
O inferno sou eu.
E ele está dentro de mim.
Por que reprimir o que é natural?
Ou será que estou virando um animal?
E onde está aquela paz tão bonita como primeiro potencial?(Ainda deu pra piorar, viu?)
Onde está a Beleza, a Ordem e a Perfeição?
Está lá longe, onde não posso tocar
Em Deus, nos Céus, no Paraíso, nos Anjos.
E eu?
Que me divirto com as coisas mais esdrúxulas,
com as coisas mais esquisitas, que desvio das porradas
e que rio, rio, rio sozinha.
Que natureza é essa?
Onde brotam as flores do mal
que Baudelaire enfeitava a lapela?
Onde estão os faróis de Cruz e Sousa? E meu broquel?
Partiu-se ao meio pela maldição de Palas Atena.
De onde eu vim? Para onde voou? Por que estou aqui ainda?
Essa ascese que nunca acaba.
A tortura e o sofrimento; a dor e a morte.
As raposas que correm pelas florestas.
E as serpentes, as serpentes devorando-me, devorando-me
As largas tiras de pele e carne
caindo, caindo
envoltas em sangue morno...
Olhos seus olhos e elas riem por dentro
E eu caio.
Sonho com outro lugar
onde a dor é uma lenda,
uma historinha de terror para crianças
que se conta em volta da fogueira
nas noites de lua cheia.

Não vou ler absolutamente do que tenho que fazer para amanhã.
Amanhã, eu já nem sei, nem quero, nem vejo, nem espero.
Não vou fazer o que tenho que fazer
É meu dever
É dever
Mas, não vou fazer.
Consciência, cale-se um segundo
e segure minha nerdice aí num canto.
Estou com sono agora
sinto dores
não quero ler
tentei o dia todo e não deu, não deu.
Os outros dias foram desperdiçados com letras
com escritas
com poemas
com poesias
Não quero mais que ...nada.
Ah! Cansei.












PS: Tudo isso porque estou com uma dor de cabeça danada e ainda não consegui terminar a leitura do texto pra aula de Teoria II amanhã. Nem vou terminar....pelo jeito.

Um comentário:

Naaman disse...

É, nesses instantes é melhor dar um tempo e procurar refrescar a cabeça.