quarta-feira, 27 de abril de 2011

Agora.

Hoje, estou aqui.
Olhos voltados na tua direção. Voltados para teu brilho, tua luz. Imantados por teu magnetismo.
Olhos perdidos, carentes...cheios de sorrisos, cheios de procuras...plenos de dúvidas...
E que alegria imunda é essa que me invade? Que maldita alegria impura de te ver?
Sorrio, entre o medo e a culpa, envergonhada por te olhar com tanto desejo...tanta paixão.
Volúpia libidinosamente erótica. Vontades, milhares de vontades: Vaidade das vaidades.
Tua voz é...não sei explicar. Tuas palavras me arrebatam sem sentido algum.
E, sei, nada que fazes é para mim. Teu sorriso é para todos, não há nada de especial para mim.
Nada.
Teus gestos não-amplos, teus pequenos sorrisos, tuas mãos que ansiosamente transpiram...teu passo curto e contido...teus modos tímidos...só te descrevo, te observo, te escrevo, reescrevo...mas não te defino.
Quem sou eu para te limitar?

Talvez eu sinta um grande amor sem palavras.
E, tudo em mim reflete esse amor sem palavras.
"Eu sou o ópio."
Uma fuga, uma ilusão, fuga da realidade, realidade ou ilusão
meu medo...agora, sempre, às vezes...Nunca será meu.
Meus sonhos-símbolos de tempos tão curtos...quinze segundos num beijo, nada mais.
E acordo.
Meus sonhos sem palavras, só em cores, só em flores, só em Visões místicas:
Você é meu ópio.

Embriaguei-me completamente da tua presença,
da água salgada das tuas lágrimas,
dos sonhos extraviados pelas tuas insônias,
da solidão que se instala nas tuas noites melancólicas.
Embriaguei-me toda de ti, guardo teu gosto em mim para sempre...
gosto de mar, de céu, de sol, de azul...gosto de ti.
Durmo inebriada de tua ausência presente...
ausência física, presença na lembrança.
Caminho à beira do teu coração
profundo, sem fundo, coração labiríntico...coração-poeta...
teu Coração-Literatura!
E eu me deito, eu me durmo, eu te sonho...me mergulho, me afundo...
E todo meu devaneio é perder-me nos teus caminhos
todo meu perder-me é estar entre tuas ramagens, entre tuas folhagens
ser toda tua primavera, ser tuas flores, ser tua vida
e toda minha vida é sonhar-me nos teus sonhos, é esvaziar-me de mim:
estando toda guardada em ti.

2 comentários:

Alexandra Moraes disse...

"e toda minha vida é sonhar-me nos teus sonhos, é esvaziar-me de mim:
estando toda guardada em ti."

não há como não dizer nada.
não há nada a dizer.

Mariana Belize disse...

depois que eu fui ler o que escrevi, fiquei meio impressionada com isso também...


obrigada pelo comentário.

beijos.