quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dá-me o que tens

Fala. Fala que não há intenção oculta em tudo...
Tenta. Tenta me deixar louca, adivinhando tuas mensagens escondidas
no meio das outras palavras...
Cartas, dentro de garrafas, com enigmas para tesouros enterrados...
Fala-me o que queres, não me subestimes.
Tenta-me com teus desejos, não me santifiques.
Assim você me destrói e eu só me perco
no meio desse oceano infinito,
procurando um tesouro impossível.
Conta-me o que queres que eu te saibas, diga-me o que queres que eu te descubras:
bota as cartas na mesa por entre os pratos limpos.
Deixa que os outros vivam lá fora. Concentre-se aqui, em mim, agora.
Em tudo que digo há mais de um milhão de intenções!
Caminho segura pavimentada de semânticas,
Nado por entre as sereias dos intervalos,
Brinco com as palavras, jogo todas para o alto, depois guardo todas nas palmas das mãos
como quem guarda um segredo, uma jóia, um amor impossível.
E tudo em mim são jeitos e trejeitos...olhares e risos...lágrimas e palavras.
Agora vai e finge que não tem nada acontecendo. Finge.
Agora vai e finge que a vida é só isso mesmo. Vai.
Agora pára e pensa se tudo vale a pena, se tua alma é grande ou pequena. Mede.
Agora eu quero que decidas, quero que te escutes, quero que...nada. Esquece.

Me descreve, me analisa, me organiza, me sonha. Inconsciente(mentes).
Depois, esquece.
Nada demais...só esquece.

4 comentários:

Fernando Vieira disse...

Romântico...

Alexandra Moraes disse...

cuidado...

Mariana Belize disse...

cuidado?
não entendi...

explica pra mim, Xandoca?

Beiju

Anônimo disse...

Muito bom Mari.

Valéria Lourenço