terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais ou menos

Hölderlin
faz uma leitura dos gregos
e imanta suas poesias na natureza grega
remonta as noções do homem sobre a natureza
a natureza grega é a potência primordial que floresce tudo.

Bataille
fala
da batalha humana
entre festa e trabalho
trabalho e festa

no trabalho
há interesse na produção para a sociedade humana
linguagem ligada a utilidade
repressão
recalques
reino do útil(litário).

na festa
as pessoas se dissolvem no todo social
fazendo tipo um carnaval
numa coisa chamada de dissolução da subjetividade
em que todo mundo se esquece de quem é
e passa a ser igual
a todo mundo.
reino da dispersão
do consumo
do prazer.


Heidegger é complexo
muito, muito complexo.
segundo "heid" , numa época antiga
a cultura estava em plena conjunção
com a natureza.
Que lindeza, o homem era um ser poético!
Era tudo muito lindo
tudo perfeito...
Até que surgiu a razão e estragou tudo (menina má!),
começando a pedir explicação de tudo:
Mas como? Quando? Onde?
Por quê?

Adorno discorda
do Heidegger, lógico!

Ele bem que disse
que o homem é sempre problemático,
sempre recalcado,
sempre precisão de uma repressão, pra variar...
Avisou que não existe "momento primordial" coisa nenhuma
e ficou sério quando perguntei o que tinha então:
-Ouça-me, não houve Idade de Ouro. Existiram sim dificuldades, ameaças, traumas e medos. A linguagem é uma repressora do homem, mesmo que apenas por ela ,ele possa encontrar o caminho, as respostas. É o mediado e o imediado: a dialética.

9 comentários:

Naaman disse...

Ô filha, a produção tá grande... Nesse ritmo, não consigo te acompanhar.
Tá vendo, eu nem sabia que você já estava tão íntima do "heid"...
Gostei, captou bem a divergência com o Adorno.

Mariana Belize disse...

É, pai, a produção tá grande. Mas, olha, eu bem que queria fazer a prova de teoria literária toda em poesia...porque em dissertação eu sou uma bosta. rs

Naaman disse...

Não acho não. Mas, de qualquer maneira, se você prestar bem atenção, todo poema é uma dissertação rimada ou, no caso da poesia moderna, ajustada em forma de poema, com as pausas e as frases dispostas de forma a criar um determinado ritmo.
Você pode pensar a tua prova em forma de poema e seguir escrevendo em formato de prosa (dissertação). Simples, não?
Lembre-se que você não vai fazer uma prova de Matemática, super objetiva. E que, toda teoria é subjetiva, e admite opiniões e pontos de vista discordantes, antes de se transformar em um corolário, teorema, ou coisa que o valha.
E que não pode comparar Pitágoras ou Euclides com Homero ou Ésquilo. A matemática é exata, a literatura vai de super-clássicos, como Proust ou Machado de Assis a ... James Joyce ou Guimarães Rosa.
Portanto, cqd...

Fernando Vieira disse...

Bacana um pai falar com a gente em nosso blogue. Gostaria de ter vivido isso...

Mariana Belize disse...

Putz...com certeza, Fernando. Com certeza que é muito bacana. Meu pai é o meu companheiro de vida, mesmo estando longe do RJ. Ele tá sempre aqui no meu blogue...rs e no meu coração!

Anônimo disse...

Que belo resumo da aula de Literatura
ein menina!!
Você é 10 mesmo!!!
*.*
by: Sua fã, rsrs

Naaman disse...

Ô Fernando, obrigado pelo comentário sobre o pai. O bacana é você poder falar e saber que a outra pessoa entende você. Tenho o maior orgulho dessa menina.

Mariana Belize disse...

Eu queria que essa fã aí de cima dissesse quem é. Só pra eu saber se é ironia ou se é de verdade...

Naaman disse...

Busca aí no "A arte de escrever" do "Schopp" o que ele fala sobre "anônimos". Você vai parar de prestar atenção nele(a)s...