quarta-feira, 27 de abril de 2011

Samsara

Não sei escrever sobre o que senti ontem. O que eu sinto, sinto agora!
Não sei escrever exatamente o que se passa. Toda minha mensagem é exagerada!
Não sei calcular amor. Sempre sinto todo o amor do mundo por algo, por alguém.
Todo o amor do meu mundo é o que me basta!
Não sei ser outra coisa melhor ou pior do que já sou. O que sou já me dói o suficiente!
Sei quem sou, aprovo minhas limitações, conheço muito bem meus defeitos...Pronto!
Apaixono-me quantas vezes meu coração assim decidir...mil vezes ainda não é o bastante!
Milhões de amores nunca serão o bastante, centenas de paixões nunca terão tudo de mim.
Todos os meus amores têm meus pedaços...fragmentos perdidos de mim...
E, creia, pedaços de mim são universos imortais!
Todas as minhas dores de cabeça são palavras querendo ser escritas. Todas as dores que sinto são palavras nos músculos querendo correr mundos. Só tenho minha paz solitária quando as deixo ir.
Agora sim, eu grito: Vão!
E eu fico, no meu silêncio. No meu mundo. No meu eu sozinho. Quieta, durmo...
E esqueço de mim, do mundo, de tudo...silenciosamente, durmo sem sonhos, sem palavras, sem vírgulas...num sono completo porém, finito.
E quando acordo, acabou-se a paz. E a dor volta.
Volto a escrever.
E é tudo um círculo.
Escrever é minha samsara.

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