segunda-feira, 11 de abril de 2011

Som nenhum

Silêncio perdido no meio do mar
Silêncio perdido num turbilhão
No olho do furacão
Silêncio perdido na escuridão
Silêncio perdido no meio de um bar
Nas vistas de um cego
No tédio do coração de alguém
Silêncio perdido numa praça
Em meio aos velhinhos jogando baralho
Silêncio perdido numa igreja
Em meio às beatas rezando o terço

Silêncio perdido entre as músicas
Silêncio quieto entre crianças nas ruas
Silêncio que caminha pelos bosques
Silêncio que anda nas grandes metrópoles que vendem sonhos
Silêncio que não compra sonhos
Silêncio que escreve poesias perdidas num mundo cibernético
Onde a pena e o pergaminho se perderam também

Silêncio, penas e pergaminhos perdidos
Entre cenas de romances que não acontecem mais de verdade
Só nas novelas das oito, nove, dez...
Silêncio que não se acha mais em lugar nenhum
Silêncio deslocado...descolado de seu lar...
Silêncio calmo...mas fora de si mesmo
Silêncio que não vive mais direito
Não dorme nem come...
Silêncio que se move lentamente nesse mundo barulhento
Silêncio calmo.
Silêncio sozinho.

O Silêncio sou eu.

Um comentário:

Naaman disse...

Parece letra de música. Não tem nenhum amigo músico, compositor? Acho que daria uma bela canção. Já pensou nisso?