quarta-feira, 18 de maio de 2011

Borboleta azul-céu


Escrever para você é uma árdua tarefa
Sacro-ofício, meu amor, sacríficio de minhas pequenas letras
às musas da Linguagem Sagrada.
Do amor, a linguagem, tento traduzir...
sem interferências minhas, impossível concretizar
meu intento, concorda?
Não existe neutralidade em nada de mim.
Reconheço, duramente, que o amor se imiscui
em cada ato, letra, pontuação, intenção
que eu deseje exprimir aqui...
porém, isso não invalida nada do que está escrito
ou do que já foi dito,
ou até do que meus olhos gritam independentes da minha vontade...

[Gosto de desenhar na palma da mão
faz cócegas
e me lembra das aulas de português na terceira série,
do cheiro da merenda na escola, quando eu podia falar que tava na hora do recreio
e da época que eu não me preocupava com cabelo, espelho, maquiagem, roupa.]

Percebi que, quando escrevo, posso ser qualquer coisa.
Por enquanto, isso é segredo para muitas pessoas...
mas, imagina se todo mundo soubesse disso,
que grandes escritores teríamos!

Agora sou borboleta azul
[gosto muito de azul celeste]
voando, voando
vou te procurar
só pra ver o que estás a fazer. [curiosamente]
Escreves compenetradamente
e eu pouso, delicadamente, numa folha amassada
bem aí do teu lado.[Vês?]
Vejo tua caneta correr rapidamente pelo papel,
estás sério. Não gosto.
[Gosto quando sorris...]
De repente, paras
e me olhas...
com esses teus olhos anoitecidos
[teu sol nasce alguma vez durante o dia?]
e eu, borboleta, sorrio
[ninguém vê sorriso de borboleta]
e então ficamos nós
em contemplação mútua.
Eu e meu riso de borboleta,
tu e teus olhos de noite cansada.
Eu e meu riso pequenino,
tu e teus olhos rindo um pouquinho.
Eu te mando um beijo de borboleta
[é bem pequenininho]
levanto voo e vou subindo,
saio pela tua janela enquanto me dás um tchau
já sorrindo...
volto pra casa e escrevo agora compenetradamente
sorrindo alegremente
sonhando suspirantemente
amorosamente
carinhosamente contigo
para sempre.
Eu, borboleta.
Tu, noite eterna.
Borboleta na noite eterna...de luz.
borboleta de sol poente em
teus olhos de fim de tarde
meu amor eterno
para sempre lembrado
em mim mesma escrito
em minhas asas guardado
em meu coração embalado
dentro de mim escondido!

5 comentários:

Naaman disse...

Quem bateu a foto?
Tá tudo uma lindeza!
Rachmaninoff.
Saudade de você!
Te amo! Beijo.

Mariana Belize disse...

Ahh...eu mesma bati a foto com o celular...

Saudades sempre de você...
Também te amo.
Beijos.

Alexandra Moraes disse...

suspirado.

Fernando Vieira disse...

Que poema bonito, cheio de romantismo e... suspiros (rsrs)...

Mariana Belize disse...

Caramba, justo quando eu ia dizer que estava sentindo falta dos seus comentários....rsrsrs
Nem me deu tempo de reclamar....rsrsrsrs


Ora, direis ouvir estrelas...e aquela coisa toda, sabe, professor...
esse romantismo todo não é meu forte, mas enfim, é a fase. É como o coração está, aliás, é como eu estou: explodindo desse amor e tal, mas espero que logo passe.

[Mentira!
espero que acabe nada...é tããão louco, mas é muito bom.]
rrsrsrs

Loucuras à parte, obrigada pelo comentário e volte sempre.

Um forte abraço,
Mariana Belize