terça-feira, 28 de junho de 2011

Canto sob a luz do luar

Ah, meu amor...deixa, deixa que eu te ame.
Deixa que eu te ame...aqui,
guardado nos meus pequenos segredos
sob as sete chaves do meu peito.
Ah, meu amor...deixa que eu te siga
a uma distância segura para nós dois...
distância de corpos, não de almas...
para que, nos meus sonhos, eu te encontre
te beije...te abrace e te ame.
Ah, meu amor...deixa que eu te olhe, ao menos,
por meia hora a cada dia...
E deixa que eu te deseje a cada vão momento.
Ah, meu amor, não se assuste com meu carinho inútil
em teus ombros suaves,
meu leve toque em tuas costas perfumadas,
meu abraço assustado em teu corpo mais que desejado,
meu sorriso tímido diante do teu mais tímido ainda,
meu beijo rápido no teu rosto distante.
Ah, amor... permita que a cada palavra que flua de mim
encontre tua alma cansada;
deixa minhas letras, ao menos, serem um refrigério em teus momentos de angústia,
de desespero...
Compartilha em pensamento as tuas dores...e eu sentirei.
Deixa-me cuidar de tua insônia. Deixa-me cantar para teu sono.
Deixa que eu te acaricie em meus perdidos pensamentos,
deixa-me marcar teu nome no meu peito para sempre...
tatuagem de ti em meu coração solitário.
Deixa-me guardar partes de ti em mim, pequena e suave.
Deixa que eu mergulhe nos teus pensamentos escondidos:
sei guardar segredo.
Deixa que meu pôr do sol seja teu porto seguro.
Deixa que minhas mãos guardem teu coração, do mundo.
Deixa-me devorar teu corpo quando a noite cair imensa sobre nós.
Deixa-me ouvir você...basta que eu te ouça para que o mundo se torne
um imperativo.
Nunca haverá prazer maior que tua voz nos meus ouvidos
nem que seja nas lembranças...perdidas.
Deixa-me olhar no fundo dos teus olhos,
dois pequeninos oceanos sublimes...
em que me entranho e me misturo.

Deixa-me sorrir teu riso de alegria!
Deixa-me chorar contigo na desdita!
Deixa-me secar tuas lágrimas de desventura...

Deixa que eu faça do teu abraço
a morada eterna do meu corpo fresco
e de minha alma antiga.
Deixa-me sorver o som da tua voz
só mais um bocado
como última alternativa de uma felicidade estúpida
e sem noção de realidade.

Deixa-me beijar teu coração.

Deixa-me te observar sem medo,
deixa-me te amar sem culpa,
deixa-me te beijar sem pressa,
deixa-me te abraçar sem contar o tempo...
Ah, meu amor...já sou tua.
Agora, querido...permita-se
permita-se ser meu.

2 comentários:

Naaman disse...

Ô filha, não dá pro papai comentar isso, não! Você ainda é a minha garotinha...
Brincadeira, filha, tá muito bom o texto. E que cara sortudo.

Mariana Belize disse...

Cara sortudo? Também acho. Uma pena ele não saber a sorte que tem...
Mas, sabe...a vida tem caminhos muito misteriosos...