terça-feira, 14 de junho de 2011

Outra vez

Sonhei um sonho que não contei a ninguém
Porta aberta ao além
Luz azul em cima de mim, perto do céu
Contei um sonho que nunca tive por ninguém
Amar é um vir-a-ser
E te amo...como nunca amei alguém.
Sigo um sonho que ninguém nunca viu
Vida infinda
Sem a mínima noção do que é monotonia
no papel, carrego de substâncias sonoras o coração apertado
de saudade de meu pai. Longe, distantemente longe.
Sonoros pássaros voam e cantam
Trazem luz aos meus escritos sem nome
Nem janelas, nem portas
nunca abertas
Sumo e reapareço
num pulo.
Salto mortal num abismo sufocante
um amor delirante
plenos de dúvida e desejo.
Guia-me pelas veredas da justiça, ó Deus
da justiça para comigo mesma.
Guia-me, Senhor, pela loucura de mim mesma
loucura que você mesmo criou
o monstro que você mesmo inventou, escreveu, sei lá
se soprou nas minhas narinas
essa coisa estranha de "vai lá e escreve, guria
tenta ser feliz como der...se não der, faz de outro jeito."
e eu aqui, te olhando com essa cara mesma que você me deu.
Então, não foge não.
E justo hoje
justamente agora
tô sem sono
tendo que acordar para o amanhã que virá
já veio...sei lá
não sei, Sócrates...não me faça rir
não sei o caminho da paz
sei só que escrever me ajuda
auto-psicanaliticamente
auto-inconscientemente
auto-freudianoyungmente
sei-l-a-o-quêmente
não sei. e sorrio como se fosse verdade pura
crua
e nua...o tudo que não é nada
e é tudo de mim.
Pode falar palavrão, não pode?
Ah, agora já foi. não tem mais volta.
Já saiu e saiu muito bem, obrigada.
E eu rio...eu abismo...eu cachoeira de risos
altos, gargalhadas na alta madrugada
e acorda o mundo
doido mundo
loucamente des
construindo a mente
a mente mente, cuidado hein gente...cuidado mundo
tenham um cuidado profundo
e eu rio mais um bocado de riso
solto
meio afoito de sair assim tão louco.
Minha alma tá meio apertada no corpo
esticada ao máximo pra cobrir tudo
e, mesmo assim, assumo
o coração fica de fora...e eu rio
de tudo no mundo sem assunto.
Estas pedras enormes gigantescas
na porta do inconsciente
como tiro? como faço?
vou por cima
ou vou por baixo?
Ah! Já sei.
Vou voando junto com as estrelas.
Obrigada.

Um comentário:

Naaman disse...

Deu pra chorar. Por um instante, mas deu...