segunda-feira, 4 de julho de 2011

Turbilhão silencioso

Mergulho
e a água por dentro dos pulmões
respirada
machuca levemente.
Frio enregelante
adormece os pés e vai alcançando
cada centímetro de pele e músculo.
Anestesia o coração
já não o ouço.

Alvéolos afogados.
Pulmão embebido em água salgada.
Pele-esponja.
Cabelos-tentáculos.
Mãos de gelo.
Olhos abertos
vejo o fundo
areia estrelas algas

céu do avesso?

depois,
já não sinto nada

nem a dor.

2 comentários:

Naaman disse...

É isso aí. Poesia e (muita!!!!) imaginação.
Meio depressivo, mas vai pra minha coleção de pequeninos.

Mariana Belize disse...

Vai pra sua coleção? Pera, você já tem uma coleção? Que legaaal!