terça-feira, 18 de outubro de 2011

Nascente

Existe algo dentro de mim
assim bem lá dentro
que me assola
apertando cada fibra
de ser
em decomposição.

Algo assim como uma agressividade
de uma agressiva idade,
uma coisa de agressivitude
de uma agressiva virtude torta, tonta
tinta carmim para as horas brancas:
tinta de sangue,
fúria divina-humana.

Eu quero é
levar tudo ao limite
tenso
do absurdo malfadado.
Eu quero é
levar todos a uma animosidade
vívida
um mais-que-ódio que não seja maquiado
com sorrisinhos,
com carinhos nojentos,
com toques de conselho fingido.
Eu quero é
uma honestidade
que esse povinho nunca viveu.

Eu vivo é sem querer assistir
vistosas virtudes perfumadas,
escalafobéticas humanidades
a desfilarem (desfiando fel)
desafiando o que há de real e palpitante no coração
de cada desconhecido
humano.

2 comentários:

Naaman disse...

Quer sinceridade, né? Pois bem, tirando o "Pacote de biscoitos" (GENIAL!)acho que você está se tornando repetitiva e acaba sempre chegando ao mesmo final nos poemas.
Não sei como te explicar isso, não sei se o teu professor vê a coisa do mesmo jeito (claro que não!)
mas era bom você checar outra opinião.
Nunca consegui enrolar você desde o tempo do jogo da memória. Não vai ser agora. Ô velho cruel!!...

Mariana Figueiredo disse...

Acho que a frase que coloquei lá em cima explica a repetição nos meus poemas.
Eu sinto essa repetição, pai, mas eu não sei como sair desse círculo vicioso.
Um beijo e obrigada.