sábado, 26 de novembro de 2011

Amor à meia-noite

Eu vejo você
sem segredos
como você realmente é
e suas pequenas mentiras não são para mim.

Você me vê
sem medos
e enxerga o que eu escondo
à sete chaves
por trás dos meus olhos castanhos
e minhas pequenas mentiras nunca serão para você.

Nós nos olhamos e sabemos
que é impossível
e que nunca poderá acontecer
e que o amor não nos visitará
nem hoje, nem amanhã, nem nunca.
Só na próxima, talvez. Encarnação.


Sorria, ainda hoje, meu amor. Sorria
porque nos amamos dessa forma esquisita
e não podemos, não devemos, não queremos.
Não.
Nunca.
Impossível.




Mas, pode, meu mais querido amor,
haver leis para meu coração de poetisa?
Não responda, não pense, não derrame suas preciosas lágrimas.


Te amo. E basta.

2 comentários:

Carolina da Hora disse...

Basta mesmo? Não quero acreditar, ainda quero viver o amar alguém e ser amada por esse alguém. Ora acredito ora desacredito e a vida vai seguindo muitas sem me pergunta para onde eu desejo ir...

Beijos, da Hora.

Mariana Figueiredo disse...

Por enquanto, me basta, Carol. Mas quem sabe o futuro? Quem pode adivinhar os desígnios do Universo? rs

Obrigada pela presença. Te adoro.
Mari