quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Imanência revisited

Se estas orvalhadas folhas
amareladas
transbordassem chuvas
luzes e não, lágrimas
Se estas flores orvalhadas
chorosas, finados lírios
esquecido passado.
Se estas sonolentas flores
espreguiçassem-se
e não me abandonassem
largada
a beira de um caminho
de tantas tragédias
amargas lembranças
noites barbitúricas
em ópios
absintos, sinto muito
poesias nostálgico-noctívagas...
Se estas malditas sinfonias
de "horas mortas"
transformassem-se em lagos de águas amargas
virulentas lembranças
de puídos amanheceres
e auroras lunares perdidas...
Sinfonias envenenadas do meu eu! Gritos!

"A menos que a sentença seja vera
De que todos são maus e o mal impera."

2 comentários:

Naaman disse...

Ainda acho que tá faltando o parceiro musical.
Alguém com um violão, ou um piano.
Daria um belo Blues.
Um Djavan, quem sabe?

Mariana Figueiredo disse...

Ai, ai...esse parceiro musical que não vem...rs

Djavan? Caramba.

Pelo menos você não pode dizer que está repetitivo.

Beijos, pai!