terça-feira, 15 de novembro de 2011

Toque

Ouço pedaços de vozes da minha inexperiência:
restam-me somente as trevas.
Luz? Para quê luzes de raciocínio?
Não se tratam de nobres renascimentos...
Não se tratam de iluminismos aviltantes...

brinco em silêncio com as flores de rimbaud
jogo em silêncio com as palavras de rimbaud
pulo corda relembrando o desassossego do bernardo
embaralho cartas... e já não penso em ninguém.

Corro do silêncio que atormenta,
a dúvida atroz da mortal existência.

Não tiro mais conclusões.
Que saiam essas certezas de mim, que me abandonem, que me deixem quieta.
Saiam de mim todas as coisas nítidas.
Saiam de mim as coisas duais.

Fiquem os infinitos. Fiquem às escuras. Fiquem os andrajos
do pensamento.

Fico à toa
buscando incertezas.

4 comentários:

Carolina da Hora disse...

Nem sei por buscar minhas certezas em meio a tanta angústia e inquietações.

Beijos, querida.

Naaman disse...

Retomando a caminhada... Beleza. Só evita voltar a andar em círculos. Se não for possível passar por cima da pedra, dá a volta nela e segue. O Drummond já fez a poesia possível com a pedra no meio do caminho.

Mariana Figueiredo disse...

Carolina,
continua caminhando mesmo sem certezas... Às vezes, é melhor caminhar cuidadosamente mesmo cheia de dúvidas do que cair montada em certezas.

Um beijo grande e forte abraço,
Mari

Mariana Figueiredo disse...

Pai, obrigada pela força e pelos mil conselhos. Estão todos guardados no coração...pra eu não esquecer nunca mais.

Retomando a caminhada porque escrever é minha vida.

Muito obrigada!!!

Um grande beijo,
Mari