domingo, 25 de dezembro de 2011

Despertando

Tem um elefante
na porta do meu quarto
alucinógeno.
A porta bloqueada. O elefante sorri.
É o Ganesha, não é? Será?
Não tem aspecto ruim. Traz algo de pacífico
no olhar hindu.
Om Mani Pad Me Hum
ela me ensinou.
Era pequena, branca, fluida. Uma fada vegetariana.
Ensinou-me a meditar quando as coisas estivessem
cobertas de nuvens carregadas.
Hoje o Ganesha está aqui. E,
na outra porta da sala redonda,
Krishna brilha, sussurrando o Bhagavad,
a Samsara... os ciclos de Vishnu... algo assim.

Minhas roupas escolhidas pro ano novo
não fazem com que eu me anime.
Não estou cantando nem chorando.
Contemplo.

A verdadeira vida é um sonho.

Ganesha...
E cada sílaba tem reverberação tão bela
cadenciando com as respirações...
e não escrevo, nem penso:
minha contemplação é meu canto.

2 comentários:

Carolina da Hora disse...

Meditar é o mesmo que pesar? Se for nem tentarei aprender, não aguento mais pensar, quanto mais penso mais aflita fico.

Estou cansada, Mari, bastante.

Carolina da Hora disse...

pensar*