sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Filósofo e eu

Eu e tu escrevemos.
Não nós.

Meu esteio, meu porto seguro
é a Poesia...aquela antiga
menina rejeitada por alguns,
deusa para outros.
Hoje, humilde senhora
implora por mãos que lhe desvendem a linguagem:
meus dedos malfeitos, minha escrita caótica
é só o que ela tem; é só do que ela precisa.
E ela canta e me alucina!
E ela canta o amor, a guerra, a agonia!
E as batidas, os ritmos, as melodias
se perdem noite afora
em magnificentes estrelas de tempos imemoriais!



Teu esteio, tua salvaguarda, amor
é a Filosofia...aquela antiga
mulher imperiosa de lábios carmim
hoje, humilde implora
teus ouvidos atentos e teu coração suave.
E que lhe ofertas tão generosamente
tua existência infeliz
e ela te agracia...ela te acaricia...
Ela te enobrece.


O meu descuido maior
é esse te amar
sem tamanho.

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