terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sob o silêncio

Segredos que moram na noite
sonham com a lua branca
brincam com as estrelas
deixam-se largar sobre as nuvens...
Segredos que moram na noite
são pedrinhas brilhantes de quartzo
que ficam na minha janela
a cantar para a escuridão...
Segredos pequenos dormem no meu coração,
os outros ficam espalhados pelo meu quarto:
embaixo da cama, atrás do guarda-roupa,
debaixo do travesseiro ou dentro das gavetas.
Meus segredos estão bem guardados?
Não, eu sei que não...
Mas para quê esconder coisas
que podem se transformar em poesias?
Mas para quê guardar a sete chaves
o que já está mais que impresso em tudo de mim?

Se meus segredos se baseiam no amor que sinto
e minhas letras apenas confirmam isso,
como esconder meu segredo
sem a mim mesma guardar em um lugar escuro,
sem a mim mesma trancar em porão imundo,
sem a mim mesma negar o tempo todo?

Segredos... que não são mais segredos
libertam mentes adormecidas
que cansaram de gritar e se anestesiaram
de sofrimento e dor...
Segredos... que estão livres agora
passeiam pela tua vida também
circulam pela tua cabeça adormecida no sofá
acarinham tuas mãos na hora da tua escrita
e deitam-se sobre teus ombros, sorrindo...
Segredos... enriquecem teu caminho,
te fazem acordar para a jornada nova,
te fazem acreditar que algo existe,
te fazem ver que a distância nada vale.
Segredos... te fazem cantar sob a água quente do chuveiro,
te fazem sentir borboletas no estômago,
te fazem desistir dos comprimidos,
te fazem esquecer os problemas...

E se eu não sentisse medo?
E se eu dormisse na hora correta?
E se eu tomasse a decisão da minha vida?
E se eu não fizesse tantas perguntas para mim mesma?
Não sei viver. Não consigo caminhar sem tropeçar nos tijolos amarelos.

Bom dia, boa tarde e boa noite, meu segredo.
Até a próxima!

2 comentários:

Naaman disse...

Legal! Legal! Legal! Muito bom! Muito bom!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Mariana Figueiredo disse...

Paiiii, nessa poesia realmente eu arrasei!

Um beijão morrendo de saudades!
Te amo,
Mari