domingo, 25 de dezembro de 2011

Visita

Desenho amores viajantes
imaginando-os exilados de mim...
Tudo é sonho. Tudo é desejo.

Tenho um coração
que não está na sola do pé.
Nos meus pés, há caminhos diversos,
estradas bifurcadas cheias de pedras,
folhas e flores esmaecidas.

Nas minhas mãos, letras delicadas
nas deliciosas pontas dos meus dedos açucarados.
Seguro a caneta amorosamente
desejando que a poesia aconteça.

E ela vem, sorrindo meio John Lennon.
Senta aqui no chão, do meu lado,
bebe meu refrigerante, reclama de algumas coisas
e depois,
só depois,
começa a contar suas andanças.
"Já que você mesma não se preocupa muito em caminhar
e deixa seu coração ir pra onde vou..."

...

As estrelas brilham lá fora
convidando-me para sair.
A Poesia como veio, já se foi.
Boa noite.

2 comentários:

Ella ABp disse...

Várias imagens poéticas. Amei. Obrigada por este texto. Ah, a Poesia... Ela é uma companhia muito rápida em sua visita. Temos sempre de aproveitá-la ao máximo.
E, realmente, tudo se resume a isto: desejo. Formas diferentes, o mesmo problema.
Boa noite, Mariana.

Carolina da Hora disse...

"dedos açucarados", gostei muito. Embora, eu esteja tentando ficar menos doce, pois tem sido em vão ser tão sensível, parece que sofro mais... Sei lá.

Pra variar amei o texto.

Beijos.