segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Galhardia

Sinto as dúvidas ferventando a pele
fermentando o peito
percorrendo a pele
lagartas-de-fogo
ardendo e queimando
vielas de células adiposas crescentes
...
Delírios austrais
hipérboles pormenorizadas
desérticos rios de sal
lavando a alma nevoenta
sem chuva que a abale
sem chuva que a abale
...
E o caminho? Cadê o caminho?
A sujeira sumiu
escondida
debaixo das amarras amargas
da árvore da vida
...
Nexo? Pra quê nexo?
De onde vêm
toda essa friorenta morosidade?

Do tempo e do vento.
Sabiá.

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