sábado, 18 de fevereiro de 2012

7:24

Não há flores no aeroporto.
Há mulheres e revistas.
Há caras de sono.
Desfiles de tédio nos olhares,
tensão em cada passageiro.

Ninguém é. Somente está.
As ideias me fogem,
arredias departures...
Só me embriagam os pesadelos eloquentes.

Há meninas tirando fotografias.
Há uma moça varrendo o chão.
As meninas sorriem para o "flash".
A moça de azul não sorri para a limpeza.

Minha flor de aeroporto
é o não-sorriso
da moça vestida de azul.
Também não gosto muito de limpezas...

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