sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ácido

Tigre em pele de cordeiro.
Lobo...
Mulheres feridas são um perigo.

Quem sabe um dia?
Mas eu não esqueço nunca.
Quem sabe um dia?
Quem sabe um dia?

Adoro quem escreve coisas
que elevam a alma
que levam as pessoas a terem esperanças
que levam a uma sensação de paraíso.
Aqui, não se desespere:
vá embora sem ler.

Eu não deveria. Eu não poderia.
É um dom. É uma maldição.
Não há benção alguma na lucidez!
É tudo mentira.

Culpa e arrependimento
caminham lado a lado
de mãozinhas dadas
num trilho de trem
numa estação abandonada.

Estou sozinha em meus pensamentos.
Estou sozinha combatendo invisíveis presenças.
Já estão no jardim
logo, logo, pularão a janela.

Dores são as punhaladas no estômago
e o coração que incomoda
batendo.
O cérebro me deixa angustiada. Sem endorfina.
Tudo me entedia nesse caos.

E não te amo mais.
Aliás, nunca.

Mas por que?

Futilidades que depois somem na névoa
da manhã.
E depois, mais dor. Mais dor.
Pra não esquecer de que está viva.
Pra não esquecer de que está viva.
Pra nunca esquecer de que está viva.

Fisgadas e pontadas certeiras
firmes em cada parte do corpo.
Não esqueço de que tenho um corpo.
Esqueço que tenho a poesia.
Esqueço que tenho a mim.

Um comentário:

Mauricio Tramonti disse...

...e o coração que incomoda
batendo....
Gostei!