terça-feira, 24 de junho de 2014

Nenhum segredo

em silêncio,
banharei minha fronte
na lembrança dos teus olhos
para, logo após, esquecê-los
num mundo de perdidos sonhos.

em silêncio,
a madrugada se agiganta
e pesa sobre meu seio.

em silêncio,
tu inundas meu coração:
 tua lembrança pálida e morna arrebatando
meu corpo frio e castigado.

em silêncio,
lágrimas corredeiras...
lembranças passageiras:
um sono perturbado por delírios.

outra vez, levanto-me;
outra vez, volto a deitar.
outra vez, tua voz insensata
me convida a mergulhar...
outra vez, tua voz insiste
me convida a afundar...

mal consigo respirar,
em silêncio, tento pedir.
és inquestionável.
resta-me a Entrega:
afunda-me, fera, nos teus olhos de Oceano!

Nenhum comentário: