quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Buk

o outro
sentado e plenamente acordado
lúcido como somente a realidade pode ser
cruel como Nova Iorque à meia-noite

o outro
nos reflexos luminescentes das próprias lentes
espelha a loucura infinita
minha
o grito entre as pernas
teu corpo poético
ilibado
e arrasa meus quarteirões de escombros.

fora isso,
me despejo inteiramente
nua em vodkas baratas
vestido esfumaçado de cigarros vagabundos
ouvidos entupidos rammsteinicos
sento-me, quieta, pálida
fria, emudecida observo
doída pela tua distância.

você são outros.
eu megalomaníaca
querendo possuir teus mundos.


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