quarta-feira, 1 de outubro de 2014

já agora
adormecida
não tenho o que esperar.
assim, logo de saída,
tem este vento
esta despedida
balbúrdia n'alma
esta bandida.
já antes
o adeus era cinzento,
depois de rápido relâmpago,
vinha feito nuvem
na hora da chuvarada.
já amanhã
não vai ter sol
nem chuva nem dia
e nem tempo

o amanhã não tem teus olhos:
só tua partida.

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