segunda-feira, 14 de setembro de 2015

trecho de carta


"... me busquei daquele desespero sem lágrimas conduzindo meu corpo arrastado pela rua da tua casa sem poder sorrir às seis da manhã nem contar a ninguém o quanto menti para estar contigo e colocar meu coração na tua estante. Tempo demais. A porta invisível do teu quarto trancou meu lamento enfadonho do lado de fora. Vou embora pelo ralo da cozinha, girando pelo lado esquerdo..."
/belize/

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