quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Ao meu árabe

vou dormir
ver as estrelas da babilônia
sob os cílios dos teus castanhos
teu árabe lamento
que somente ouço
quando as areias da ampulheta
começam a cair

vou dormir agora
assistir aos furacões de júpiter
sob as visões do egito
as mil pirâmides
de tudo que já conhecemos
teu árabe lamento
a soar, estranho, dentro de mim

vou dormir para sempre
ó amor divino e quântico
que morre e renasce dentro de mim
teu árabe lamento
sonhando
nas areias dos meus olhos...

infinito jardim de prantos
ó Babilônia suave
do meu canto
perdidos para sempre estamos
as mãos desunidas
por enquanto

só nos resta
dormir.

Nenhum comentário: