quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Irmã siamesa

Respiro
dentro do pulmão da outra
Entreolhamo-nos
em estranhos embates
Abraçamo-nos
em divina guerra... Ninguém implora
Livrai-nos do mal, ó Pai, ninguém implora ao
Indescritível. Nós nem sabemos teu nome, pai...
Daqui só vemos uma a outra:
Abrigadas na mesma pele.
Daqui, talvez, nem os pensamentos sejam segredos...
E eu só quero matá-la.

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