quarta-feira, 27 de abril de 2016

Em busca do tempo perdido

Nada de tatuagem. Vou continuar falando. Talvez assim a tremedeira passe. Sou ansiosa. Respiro curto sem vírgulas. Mas pode falar que tô ouvindo. Só não tô é sacando. Mas a gente pode se entender, quem sabe o que pode acontecer no mundo? Esperei o ônibus, mas já era tarde. Voltei por isso. Que bom que posso entrar. Tirar uma soneca até amanhã de manhã e depois ir embora. Com certeza, café. Whiskas me faz mal. Whisky, whisky, saquei. Não conhecia. Lá só tem cerveja quente e batata frita fria. Frita fria. Curioso. Eu estava flutuando naquele ponto de ônibus e as notícias da cidade me distraem muito. Saí atrasada. O último é antes de meia-noite. Sem mais perguntas, vou dormir onde você me indicar, menos aqui no tapete da sala onde você namorou todas as meninas que vieram pra cá. É foda. Quatro tempos. Não dá pra ganhar nada direito, mas tô pagando um aluguelzinho. Totalmente diferente daqui, lógico. Você não sabe de nada que tem lá fora do cristo redentor, cara. Esse é o teu erro. Ainda não vi nenhum de vocês sair da zona de conforto. Ir lá pra dar uma oficina de nada. Pra quê vocês sabem tanto, caralho? Vou me jogar da tua jaula. Tchau.

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