quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lago

nada de cisnes
no meu lago flutuam flores japonesas
e meus sonhos esguicham água
feito peixinhos de aquário

nado de cisnes
engano minha garganta seca
preenchendo meu mundo de silêncios
feito alfinetes num mural

lago de cisnes
no meu olho de cristal
canta o cisne
na noite absoluta

e já sei que nada me aguarda
lá vai a nuvem veloz
sem poesia que me esconda
nem dentro da noite veloz
nem no cárcere da manhã

é no silêncio que prego meus olhos
e na escuridão, me liberto

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