quinta-feira, 21 de abril de 2016

No bar

Dentro do segredo, guardei a memória. Alma refugiada dentro dos muros, escondendo meu pranto. Sem justificativas. Nas estrelas, os olhos se perdem e as palavras tão fáceis entornam o tormento de uma loucura passageira. Senhor, não me escondo mais nas celas da sujeição da Instuição do Pecado sob meu hábito de freira. Hoje, estou à mercê dos ventos e o destino é o desatino de não conhecer liberdade íntima.
Meu povo já não lembra do meu rosto. Encaro a parede dos meus versos e, num espelho negro de dores, encontro teus olhos, meu Mestre, meu Amor, meu Senhor.

Tua cruz carrego... mantendo a boca fechada.

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