quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sândalo

Guardo as lembranças dentro de caixas sorrateiramente escondidas entre minhas roupas. Às vezes, escolho a roupa errada e, quando puxo do meio da bagunça, você se esparrama pelo chão.
Não arrumo nada. Vou parar na rua, meio desesperada, caminhando entre os carros. Depois, escondo seus pedaços nas rachaduras da casa.

Não sei como você aguenta. Mas a sala fica perfumada que só.

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