segunda-feira, 11 de abril de 2016

Temperança

A noite sossegada caminha por entre nossos ossos. Eu também ando, descompromissado, entre as imagens passantes. Fluindo entre as nuvens esparsas, minhas ideias brilham azul-pálidas.
Já não sei o que escrever. Uma carta, uma história, um poema. Tudo é incerteza.
E, dentre as letras suaves da minha beleza, só posso dizer que vejo a lua. Vejo a lua. Vejo a lua. E, depois disso, mais nada. Mais nada. Mais nada.

Mariana Belize