segunda-feira, 2 de maio de 2016

Choro

Olho libertado, lúcida íris em grandes brilhos. Catando poemas nas cotidianas distâncias que corremos. O choro caminhada me persegue, inglória, mas coloco roupa pra lavar no tanque da vizinha doente. De vigília, o pranto assobia. Assisto teu rosto se esquivando entre as sombras. Uma nuvem, um par de estrelas cadentes. Olho lunar, mão solar. Instigando calma, maciez e cuidado. Uma divina paciência de ressaca do mundo.
Enquanto isso você me diz: "Ainda é cedo, amor..." E eu respondo, mesmo ritmo: "Já fui embora, rapaz."

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