sábado, 10 de dezembro de 2016

Espiral, espiral...

Olha no espelho, mas fecha o Olho.
No puro reflexo não vê alinhamento.
Foge da aura obscura do plexo esquerdo:
sabe que não há cura para a própria maldade.

Esconde-se, louca, no fraco lamento:
palavras mortas arrastadas na insônia.
E os deuses que a amaldiçoaram
no início dos tempos,

fazem-se surdos às suas lágrimas.
Implora, peste vil, víbora escarlate,
conheço a tua ira e tirania! Implora.

Enquanto sobre mim a Luz Sagrada
tem império e glória,
teus olhos se fecham sob o eterno retorno.

Mariana Belize

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