domingo, 16 de julho de 2017

Obsessões musicais

Sou uma pessoa de obsessões musicais. Desde criança. Já passei por uma paixão indescritível pelos Beatles, inclusive intensificada pelo meu pai, Naaman Sousa de Figueiredo, já fui apaixonada pelo Bach e aquela Tocata e fuga, já fiquei vidrada na nona sinfonia de Beethoven e no Terceiro Concerto de Rachmaninoff por causa do filme sobre David Helfgott, também influência de meu pai.
Passei por Caetano e um disco da tropicália que não lembro mais o nome, Chico e a Ópera do Malandro, depois caí em Gota D'água, entrei em Medeia e me joguei.
Mais recentemente, saída da loucura que o disco do Coletivo Chama me acendeu na cabeça, o "Todo mundo é bom", e dos dois cds do Thiago Amud, "De ponta a ponta" e "Sacradança", que me deixaram uns anos aí pesquisando e escrevendo sobre, descobri por "acidente" esse álbum "Rio Escuro" no Spotify e pensei em escrever sobre no projeto literário Olho de Belize.
Acabei escrevendo sobre e, olha, não param de nascer outros textos, não-críticos, mas prosa e poesia.
Fica aqui o meu agradecimento ao "Rio Escuro".
Ouçam, gente. Nem tudo tá uma meleca nesse país.
E bom, a gente sempre teve a arte pra nos ninar, consolar, fazer rir e abraçar.
Quanto mais o Brasil me obriga a beber, mas eu me bebo Rio Escuro.
Ah... e Milton Nascimento. Meu deus, o que é o Milton?

Obrigada, Naaman Sousa de Figueiredo, meu grande mestre.
E também aos meninos do Rio Escuro, Giovanni Iasi e Pedro O Iaco.

Mariana Belize

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