quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Dona Helô

Heloísa Buarque sempre foi uma figura com a qual não tive a menor simpatia, mesmo durante a faculdade e sabendo a importância dela para a literatura e estudos literários.
No dia que ela foi na UFRRJ, há anos atrás, eu a ouvi com bastante má vontade porque tinha e, ainda tenho, uma ignorância passional que não cabe em mim. Eu tinha certeza de que estava certa na implicância, assim como tinha certeza de um monte de coisas que, na verdade, estava errada.
Ainda bem que o tempo passa e a gente amadurece. Hoje vejo as coisas de outra forma.
Não deixo de problematizar certas falas, de certas pessoas que ocupam determinados espaços. Mas também não posso dizer que, mediante o esforço de Dona Helô durante todos esses anos, ela não seja corajosa.
Veja bem, trabalhar com literatura marginal não é pra qualquer um. Os canônicos estão aí que não me deixam mentir, os clássicos se mantém clássicos e se mantém sem serem lidos.
Lembremos da surpresa quando Leminski foi o mais vendido... E com POESIA. Que todo mundo enche a boca pra dizer que não vende!
Lembremos dos olhos de Ana C.
Lembremos de Caio F.
E, sobretudo, ouçamos Heloísa.
Mariana Belize.
PS: Dedico este texto ao meu orientador Nonato Gurgel que foi o grande motivador pra que eu baixasse a bola e me tornasse essa que estou hoje

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