quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O corvo

Não busque minhas senhas aqui. Esqueça tudo que eu disse.
Não procure minhas noites. Nem leia minhas sentenças.
Não leia o que escrevo. Não há nada aqui.
Não há nada aqui.

Você olha o que aparece, as sombras inexistentes...
mistérios da lua, dríades no escuro,
fantasmas.

Um corvo que se move entre o passado e o futuro.
Nada temo.

Nunca mais. Nunca mais.

Nunca mais.

Mariana Belize

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